sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Quando em mil anos você já se sentiu livre? Quando em mil anos você já se sentiu infinito? Quando em mil anos você saiu na hora que queria e voltou quando bem quisesse? Quando em mil anos você ficou até tarde na rua? Quando em mil anos você gritou para o mundo o que estava passando dentro de você?

Nunca. Nunca. Nunca?

Sei que vontade não falta. Ás vezes até por coisas bobas nos pegamos xingando quem não merece ou até reclamando da nossa própria vida, isso nos deixa afobados, como se estivessem nos asfixiando, presos e parece que apenas o vento fresco pode tirar um pouco da tal tortura que se está sentindo. Tem dias que eu acordo com vontade de ´nada´, ficar deitada na cama pra mim é o melhor remédio, mas não é. A partir do momento em que estamos passando por todas essas coisas de nos sentir "presos" dentro de nós mesmos é o momento em que mais precisamos nos ver livre disso tudo. Dá aquela dor no peito, o choro fica entalado na garganta, uma tristeza misturada com uma solidão, uma angustia que só nós sabemos como é e sabe lá o porque disso tudo. Posso sentir tudo o que você também sente, mas nunca será a mesma coisa.

O único problema aqui sou eu mesmo. O EU que está aqui dentro me machucando cada dia mais, o eu que com o passar dos minutos vai perdendo mais a vontade de conversar com alguém, o eu que aos poucos vai ficando sozinho, o eu que não liga mais que horas são porque esse eu não tem mais hora pra entrar e pra sair porque ele simplesmente acha que é dono do meu corpo - e por um lado ele realmente é -, o eu que a cada dia perde 1% de esperança de que os príncipes encantados ainda existem e que unicórnios não são mitos, o eu que na verdade não sou eu. Nada disso faz parte de mim, faz parte da minha vida ou muito menos do meu corpo, nada disso me pertence e eu não posso ficar com uma coisa que não é minha, eu não posso, ninguém pode, e estou disposta a superar. 

Uma aba aberta, celular ao lado direito, teclado virado á horizontal, mouse perfeitamente posicionado, um coração batendo, uma leve brisa me tocando, silêncio constante e uma cabeça perturbada.

O único momento que estamos libertos é quando conseguimos nos compreender, quando conseguimos abrir nossa própria mente, quando conseguimos esclarecer os nossos problemas, quando tiramos o tal peso dos nossos ombros, quando aquela água estupidamente gelada bate em nossos ombros nos dando um tapa de leve, quando olhamos no relógio e ainda faltam uma hora para o compromisso marcado ou quando olhamos para o céu e a brisa da noite inunda nossas narinas e o nosso corpo, nos ajudando a ver que tudo na vida tem uma solução e que isso tudo é temporário, e não importa quantas vezes isso aconteça tudo vai ficar bem...

Sempre fica.


Postagem feita por: 


0 comentários:

Postar um comentário

Quem sou eu:

Quem sou eu:
Uma garota apaixonada pelas luzes, que busca por aí a realização de todos os seus sonhos. Amante da escrita e romântica incurável.

Seguidores:

Visualizações:

Blog parceiro: