quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Você tenta se controlar mas não dá... A vontade de tê-lo está ficando cada vez maior, e sua cabeça tenta dizer que não, mas o seu corpo implora e o coração chora por ele, a cada segundo que se passa. É complicado, não tem como explicar, não é uma ambição, você não quer ele, é meio que uma necessidade, e vai crescendo e crescendo e crescendo cada vez mais, e vai ficando maior maior, você pensa que vai explodir mas não explode.

Tudo começou quando você partiu, foi difícil de acreditar, foi difícil demais da conta ver você partir, mas eu comecei a superar, e não foi tão difícil e exagerado como eu disse. Os primeiros dias foram horríveis, eu tinha medo de sair de casa e te encontrar no meu elevador, mas você não mora no meu prédio, não tinha como eu te ver no elevador, mas sei lá, na padaria eu tinha medo de te ver e não estar bem o suficiente pra mostrar que eu superei, mas era mentira, eu ainda não tinha me tocado de como eu iria te superar, na faculdade eu tinha medo de te ver, no shopping, no parque... Eu tinha medo de te ver, e isso não era normal. Mas aí um certo dia eu te vi, e você sorriu, e isso não foi nada bom. Eu estava começando a esquecer, estava no quarto dia do meu estágio ´´te esquecendo´´ e você apareceu. Mais que diabos você estava fazendo no meu café favorito, e quem era aquela disgramada que estava com você, e porque você sorriu e acenou com a cabeça para mim? E eu não consegui mais te esquecer.

Mas. Eu. Esqueci.

Foi no décimo dia do meu estágio ´´te esquecendo´´. Eu estava sentada em um banco no metrô esperando o meu trem chegar para ir para casa, quando um alto, moreno, de pele lisa, ombros largos, olhos claros, sorriso branquinho, se sentou ao meu lado. Me senti desconfortável, me lembrei de você e sem querer sorri. Foi estranho. Olhei para ele e ele não olhou. Continuei a escrever no meu caderninho de bordo como eu estava tentando te esquecer. E eu juro, eu tentei. Eu estava tentando entender o seu lado, o porque do sorriso, do nosso fim, quando ele chegou. E se foi. O alto, moreno, pele lisa... se foi, se levantou e se foi, por um minuto pensei que iriamos nos casar, ter filhos, e eu iria mostrar á você como te superei rapidinho, mas não deu. Estou começando a achar que estou psicótica. Meu trem chegou levantei depressa demais e acabei perdendo meu caderninho no meio de tanta gente. Me senti péssima. Meu estágio já era.

E foi em um domingo á noite, sozinha em casa, sem o meu caderninho de bordo, sem nada na minha vida, que eu te esqueci. Liguei pra minha amiga, chorei, desabafei, gritei, xinguei, falei tudo o que me deu vontade, e eu te esqueci. Me dei conta de que você não me era o cara certo, o destino não queria você comigo, eu não fui feita pra você e nem você pra mim, e eu passei a me amar mais, e me idolatrar, sou forte agora, porque você me ensinou, porque você me ajudou a ser assim. E sabe aquele cara lá do metro? Ele agora é meu vizinho. Quem saiba ele não queira uma xícara de açúcar ou talvez uma vizinha psicótica á lhe fazer companhia nessa noite de domingo...


-Thais Perdigão



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Escrevo para afogar as mágoas ou tentar esquecê-las, ou para registrar-las e sofrer sempre que ler-las, deixo você escolher...
Tenho 19 anos e ainda não vivi nada, acho que sei de tudo, boba, ninguém nunca vai saber. Quer me conhecer? Basta ler um pouco de cada texto, boa sorte.

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